Olhar de Alice não mora mais aqui...

Aquela sensação de profunda liberdade foi tão intensa que me senti numa roda-gigante feita unicamente de emoções.

Fui atrás dos meus próprios sonhos...

Ali estava eu renascendo para uma nova era. Nem entendia muito bem!

Eram tantas pessoas, tantas! Para onde iam com tanta pressa? E as que chegavam, que sonhos não teriam por acaso em suas bagagens?

A minha mala não era tão grande. Eu carregava apenas minhas melhores roupas, sem um propósito maior para elas. Meu interesse era de fundo romântico. Queria viver numa mansarda como na música que canta Charles Aznavour, La Bohème.


Fui ao encontro de minha amiga, Marie. Iríamos para a casa de seu irmão, onde eu ficaria hospedada. Era cedo da tarde mas parecia noite.Quando saímos na rua, me senti como se já tivesse vivido ali.

Fomos direto para a Rue L’Augier (século XVII), onde nos esperava Jean Pierre. Chovia pouco, era noitinha. Inúmeras e pequenas luzes chamejavam como sóis no asfalto mergulhado na penumbra.

Naquele momento, mais uma vez, meu coração bateu forte.

Eu estava na Cidade Luz.


Era outono, e eu cruzava por uma das pontes às margens do Sena. As avenidas eram ladeadas de plátanos que derrubavam suas folhas, pela força da estação, deixando-as todas cor de ouro sob as luzes dos postes.

Era um cenário no qual milhares de folhas de plátano, dotadas de um brilho feérico, cores brilhantes de um ouro avermelhado quase vocacionado ao bordô, eram lançadas no chão. Todas elas, antes presas aos galhos, eram as folhas das árvores da estação que mais me tocava, brilhando pelas luzes da cidade que lançava no solo aquele lago de luzes e sombras que nenhuma lâmpada seria capaz de criar. E que meus olhos registravam assim como beberam dessas luzes a vida toda, até hoje.

Aquela espécie de espelho a refletir as cores do dia trazia à minha consciência sinais definitivos do meu aprendizado.

Como é difícil crescer, para isto é preciso fazer escolhas.

Bem, entramos numa ruazinha sem saída. No final dela, paramos em frente a um prédio cuja arquitetura tinha uma idade remota e inesquecível.

Pensei enfim: eu havia chegado a um grande museu da Terra.

Quantos sinais a História, da distância de tantas épocas, me enviava!

Diante de tal construção percebi que ainda não tinha visto nada. Olhei então para minha amiga e reparei que ela estava com uma bota verde, até os joelhos, exímio exemplar do século que eu conhecia.

Logo ali perto, em Londres, explodia a moda da mulher com o corpo quase masculino: não podia ter seios, e tinha de ser anoréxica, e cuja beleza maior era Twiguy,das roupas Mary Quant. Quanto a lojas, a the best era a Biba.

A música de então, claro, eram os Beatles, principalmente, além de outros que marcaram o século XX.

Parecia que eu estava me desnudando ou perdendo a pele como cobra.

Comecei a trocar o Haraquiri da Madame Butterfly, por óperas rock. Lógicamente que como minha mãe se entregava para as óperas, passei a me entregar para as minhas. Com minha procura, apareceram meus própios sonhos. Só se ouvia falar (e só se assistia) a Hair, Tommy (filmado por Ken Russel), Jesus Cristo Super Star. Milos Forman levou Hair ao cinema. Sem falar em filmes como Blow-Up e Laranja mecânica.


Sentimentos profundos de alegria brotavam como um dia ensolarado na minha juventude.

Olhei em volta, e senti que estava sendo batizada pelo século XVII, todas as construções pertenciam a ele. A sensação é que Paris, estava me dando a primeira lição.



Ah! agora entendi o que é uma cidade dividida em séculos. Pensei: Eu quero conhecer todos e tudo!

A indumentária de Marie me trazia, numa viagem no tempo, até os nossos dias, tão distantes de cada um daqueles pequenos edifícios, cada qual com sua marca cunhada por um tempo específico, especial, sem igual.


“Que lindas botas verdes!”
Jornal da Época: Pato Macho: Antes de botar os pés no 
avião:
Em Porto Alegre, a Nereida Dauth e eu, super grandes amigas,abrimos uma confecção só de calças, já era uma inovação pois eram unisex. 

Conseguimos uma casinha colonial na rua Quintino Bocaiúva. Na verdade o pai da Nereida seu Alfredo Ribeiro Dauth, exilado político, homem muito culto, tinha uma representação de coleções de livros ali, nos cedeu a parte da frente. 

Lindas e alegres, fizemos o maior sucesso!














Bem vindo a Era de Aquario 

Os segredo dos sacerdotes e sacerdotisas (os bruxos enfim), foram guardados na época da inquisição a sete chaves pela Igreja Católica. Os padres não deixavam de ser alquimistas também, pois as poções mágicas eram as mesmas: a diferença era como usá-las. Eu entendo, que havia uma questão, de um descobrir o segredo do outro, disputas de egos... 


Certamente, os bruxos foram queimados em praças e perseguidos, porque na época detinham o maior poder.Estes segredos começaram vir à tona nos anos 70, por uma conjunção astral, terminando a Era de Peixes, quando no céu os astros já se alinhavam aos poucos, para entrarem na nova era. Este fenômeno se da a cada 2160 anos. 


Só estou dando um exemplo de que cada constelação tem suas influências. E nesta Era o suporte dela é o universo, o todo, sinônimo disto, a revelação. Tudo entra no consciente comum, logo tudo é revelado.Podem ter certeza de que tanto os anjos quanto os bandidos, revelados nesta era que acabou de entrar, vão ser banidos na outra, logo daqui há 2160 anos.












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2 comentários:

    Tita disse...

    Martinha,
    To adorando. Estas passando o clima bem direitinho. To até escutando o Roger Daltrey, enxergando as cores douradas e imaginando o que vem por aí...
    Parabéns!
    Beijos
    Tita

  1. ... on 1 de setembro de 2009 00:40  
  2. Anônimo disse...

    Andrea D Cavalcante MARTOCA,LI TEU BLO GPRA MÃE QUE ADOROU E QUER O LIVRO ASSIM QUE SAIR!.PALAVRAS DELA,TENS UM RAELISMO LÍRICO MARAVILHOSO!!!CONCORDO ,TOW VICIADA NO TEU BLOG!!!
    OBRIGADA !!!!

  3. ... on 7 de agosto de 2010 21:31